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O e-commerce é imune à crise?

A divulgação de que as vendas líquidas da C-Nova Brasil aumentaram 20,5% no 2º trimestre parece contradizer tudo que temos lido na imprensa sobre as perspectivas em relação a 2015. Diante de um cenário de incerteza política e previsão de encolhimento de PIB, uma companhia de alguns bilhões de reais crescendo a dois dígitos é um verdadeiro oásis num deserto de anúncios de demissões e fechamentos de empresas. A boa notícia é que, mesmo em um ano duro, a C-Nova não será a única a conseguir essa proeza. O motivo é simples: o arsenal que empresas online dispõem para lidar com a crise é amplo – e o seu bom uso parece estar trazendo resultados. Do ponto de vista do cliente, quando a grana aperta, a decisão de compra passa a ser feita com maior cautela. Ou seja, ele vai pensar não duas, mas três, quatro vezes antes de definir onde irá investir seu dinheiro. A fase de pesquisa e comparação de preços ganha força dentro da jornada. E aí o online nada de braçada diante do físico. Alguns e-commerces têm percebido essa movimentação e têm respondido com ações específicas por canal para não perder essa venda por nada. Se as pessoas estão entrando nas lojas e saindo de mãos vazias, o comerciante físico pode fazer pouco além de torcer para que eles retornem. O gestor online pode mexer nas réguas de CRM voltadas para clientes que abandonaram o carrinho, optar por uma ação de retargeting ou ainda criar um modelo de venda de anúncio no seu site que se aproveite da sua grande audiência. Essa velocidade em ler o mercado e reagir faz toda a diferença. Diante de uma queda no tíquete médio, por exemplo, o que funcionaria melhor: a composição de combos, a inclusão no portfólio de produtos com preço mais baixo ou uma ação tipo leve 2, pague 3 amarrada com o fornecedor? Apresente as três e deixe o cliente aprovar a melhor campanha. A margem para achismos baixa sensivelmente no online. Tudo pode ser testado em um formato pequeno e, caso seja bem-sucedido, é possível escalar rapidamente. Isso é algo inimaginável no mundo físico. Ali, erros costumam ser mais longos e mais caros. A crise impacta a todos. Mas parece que o online tem se saído melhor que o off-line na estratégia para lidar com ela.

Fonte: E-commerce Brasil

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